Na opinião do FluHub, time tricolor mostrou pouca criatividade, falhou na bola aérea e dependeu da expulsão de John Kennedy para encontrar espaços
O Fluminense empatou por 1 a 1 com o Red Bull Bragantino, na noite desta sexta-feira, no Maracanã, pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro. Eduardo Sasha abriu o placar para os visitantes, e Ignácio marcou o gol tricolor nos minutos finais. Apesar do ponto conquistado, a atuação deixou mais preocupações do que motivos para comemorar.
Uma apresentação muito abaixo
O Fluminense fez uma péssima apresentação. O time até buscou o gol durante boa parte da partida, mas quase sempre sem a intensidade e a gana necessárias para transformar posse de bola em perigo real.
Na nossa avaliação, a equipe parece jogar à espera da grande jogada, como se todo gol precisasse nascer de uma construção perfeita. Só que time campeão também precisa marcar gols feios, aproveitar rebotes, atacar a segunda bola e finalizar mesmo quando a jogada não está bonita.
Faltou agressividade no ataque. O Fluminense chegou algumas vezes, mas pecou no último passe e nas finalizações. Hulk, por exemplo, teve oportunidades, mas em determinados momentos pareceu optar apenas por “encher o pé”. Nem sempre é preciso força máxima: uma finalização colocada, com mais calma e capricho, também pode decidir uma partida.
Serna ficou isolado pelo lado esquerdo
Serna também teve uma noite complicada. O atacante não conseguiu receber bolas em profundidade, e praticamente todas as tentativas de passe pelo lado esquerdo foram mal executadas.
A única oportunidade mais clara surgiu em uma jogada aérea, quando Serna finalizou de cabeça e acertou a trave. Foi pouco para um jogador que precisa ser acionado em velocidade e receber a bola em condições de atacar o espaço.
Sem esse tipo de passe, o Fluminense ficou previsível. O time avançava, mas não conseguia romper a defesa do Bragantino com regularidade.
John Kennedy pouco acrescentou
John Kennedy entrou, mas não conseguiu mudar o panorama da partida. Sua participação mais marcante acabou sendo a expulsão, em uma confusão que também terminou com um jogador do Bragantino expulso.
Paradoxalmente, a saída dos dois jogadores abriu mais espaços no sistema defensivo do adversário. Foi justamente nesse cenário que o Fluminense encontrou brecha para buscar o empate nos acréscimos.
O gol evitou uma derrota no Maracanã, mas não apaga a atuação abaixo do esperado do atacante nem transforma o desempenho coletivo em algo positivo.
Bola aérea continua sendo um problema
Outro ponto preocupante é a dificuldade defensiva nas bolas aéreas. O Fluminense teve mais de um mês para trabalhar esse fundamento, mas a equipe continua demonstrando os mesmos erros: os defensores acompanham a trajetória da bola e deixam de marcar com atenção os jogadores que podem receber o cruzamento.
Esse tipo de falha não pode ser tratado apenas como azar ou desatenção momentânea. É um problema de organização, comunicação e responsabilidade individual dentro da área.
A chegada de Thiago Silva aumenta a esperança de que o setor defensivo ganhe liderança e leitura de jogo. Mas é importante lembrar que um único jogador não resolve todos os problemas. O sistema precisa ser corrigido como um todo.
Zubeldía precisa ler melhor as partidas
Na nossa avaliação, Zubeldía novamente demorou a encontrar soluções para os problemas apresentados pelo adversário e pelo próprio Fluminense. O treinador teve tempo para ajustar a equipe, especialmente na bola aérea, mas os mesmos defeitos continuam aparecendo.
Também é necessário questionar as escolhas durante a partida. Quando o time não consegue criar pelo chão, não encontra os pontas e sofre para atacar a área, é preciso modificar a estrutura, acelerar a circulação e aproximar mais os jogadores do setor ofensivo.
O empate foi importante para evitar um resultado ainda pior, mas não pode servir para esconder o que aconteceu. O Fluminense somou um ponto, porém jogou como uma equipe sem a intensidade de quem pretende disputar títulos.
O Fluminense precisa competir mais
A equipe precisa finalizar mais, atacar com maior convicção e demonstrar mais vontade dentro da área adversária. Não basta ter a bola ou tentar construir a jogada perfeita. É necessário competir por cada rebote, insistir nas jogadas e aceitar que muitos jogos são decididos na base da insistência.
O empate contra o Bragantino manteve o Fluminense na parte de cima da tabela, mas também reforçou a necessidade de evolução. Para seguir brigando por objetivos importantes, o time terá de apresentar muito mais do que mostrou no Maracanã.



