Tricolor criou as melhores chances no primeiro jogo das oitavas, mas mudanças no segundo tempo não alteraram o cenário
O Fluminense empatou com o Vasco por 0 a 0 no último sábado (1º), no Maracanã, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil. Em uma partida marcada por muitas faltas e pouca eficiência ofensiva, o Tricolor teve as melhores oportunidades, mas não conseguiu transformar o volume em vantagem para o duelo decisivo.
O resultado mantém o confronto completamente aberto. Na próxima quarta-feira (5), novamente no Maracanã, quem vencer avança às quartas de final. Em caso de novo empate, a classificação será definida nos pênaltis.
Fluminense teve as melhores chances, mas parou em Léo Jardim
O time de Luis Zubeldía começou a partida encontrando espaços nas costas da defesa vascaína e apostando em jogadas mais verticais. John Kennedy, Savarino e Canobbio apareceram como as principais alternativas ofensivas do Tricolor.
O goleiro Léo Jardim, porém, foi um dos grandes responsáveis pelo empate. O arqueiro do Vasco fez boas defesas em finalizações de John Kennedy e Savarino, além de contar com a falta de precisão do ataque tricolor em outras oportunidades.
Apesar de ter conseguido criar mais durante boa parte do jogo, o Fluminense novamente apresentou dificuldades para controlar a partida e manter uma sequência de ataques consistentes. O confronto foi ficando cada vez mais truncado, com muitas disputas físicas, erros de passe e interrupções.
Na minha avaliação, Zubeldía já não sabe o que fazer
Na minha opinião, o principal problema do Fluminense neste momento não está apenas nos jogadores que entram em campo, mas na falta de soluções apresentadas pela comissão técnica. Zubeldía parece não saber mais o que fazer com o time.
O treinador até tentou mexer na equipe durante a partida, colocando Nonato, Soteldo, Serna e Hulk. No entanto, as alterações não mudaram o comportamento do Fluminense. Na prática, foram mudanças de “seis por meia dúzia”: saíram alguns jogadores, entraram outros, mas o time continuou com os mesmos problemas.
O Tricolor seguiu sem conseguir construir jogadas com clareza, sofreu para fazer a bola chegar aos atacantes e não encontrou uma alternativa para furar a marcação do Vasco. As substituições não deram novo ritmo ao ataque nem aumentaram a pressão sobre o adversário.
É claro que Zubeldía enfrentou desfalques importantes no sistema defensivo, especialmente com as ausências de Thiago Silva, Freytes, Millán e Jemmes. Ainda assim, a dificuldade de encontrar respostas ofensivas tem sido recorrente. O Fluminense parece depender cada vez mais de lampejos individuais, em vez de apresentar um plano coletivo bem definido.
Empate deixa pressão para o jogo da volta
O 0 a 0 não pode ser tratado como um desastre, principalmente porque o Fluminense criou as melhores chances e conseguiu evitar que o Vasco abrisse vantagem. Por outro lado, jogar em casa e não sair com uma vitória aumenta a responsabilidade para a partida decisiva.
O Tricolor precisará vencer para avançar diretamente. Um novo empate levará o confronto para os pênaltis, cenário que poderia ter sido evitado caso a equipe tivesse aproveitado melhor as oportunidades criadas no primeiro jogo.
Para a volta, Zubeldía terá de encontrar mais do que novos nomes no banco de reservas. Será necessário mudar o funcionamento da equipe, melhorar a circulação da bola e dar ao ataque condições para criar com maior frequência. Caso contrário, o Fluminense corre o risco de repetir os mesmos erros e transformar uma classificação possível em mais uma noite de frustração para o torcedor.




